19 de Fevereiro de 2026

Angola acelera transição energética com Estratégia de Biocombustíveis e novos investimentos solares

Angola está a reforçar a sua estratégia de transição energética através de duas frentes complementares: a estruturação de um sector nacional de biocombustíveis e o aumento da capacidade de produção solar. A Estratégia Nacional dos Biocombustíveis 2025–2050 prevê a criação de cerca de 2 milhões de postos de trabalho até 2050 e o início da produção de biocombustíveis já em 2030, posicionando este sector como um dos pilares da descarbonização e da diversificação económica do país. O documento sublinha que os biocombustíveis serão determinantes para reduzir emissões, multiplicar fontes de receita, reforçar a matriz energética e apoiar o desenvolvimento sustentável de Angola.

 

Para garantir a implementação desta visão, o Governo está a ultimar a Proposta de Lei dos Biocombustíveis, actualmente em fase de revisão pela Comissão Económica do Conselho de Ministros. Entre os contributos recolhidos durante a consulta pública destacam‑se a necessidade de um plano de protecção ambiental, a selecção de dois projectos‑piloto, a definição de metas intermédias até 2035, o reforço dos critérios de sustentabilidade e a criação de um plano de capacitação técnica. Esta legislação pretende ainda criar as bases para a instalação de uma bio-refinaria e consolidar Angola como referência africana em bioenergia.

 

Em paralelo, o país avança no reforço da geração solar. Foi recentemente autorizada a concessão das centrais solares do Tômbwa e de Chitunda, atribuídas à Masdar, numa iniciativa que reforça a entrada de grandes investidores internacionais no mercado angolano de energias renováveis. Estes projectos, desenvolvidos em regime BOT, representam um passo estratégico para aumentar a capacidade instalada, melhorar a segurança energética e acelerar a transição para fontes limpas, complementando os esforços do Governo na diversificação da matriz energética.

 

A combinação da nova capacidade solar com o desenvolvimento do sector dos biocombustíveis confirma a prioridade dada por Angola à construção de um sistema energético mais resiliente, sustentável e competitivo, com impacto económico alargado e benefícios sociais em todo o território.

 

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