23 de Fevereiro de 2026

São Tomé e Príncipe valida PNIES e avança com novos projectos solares fotovoltaicos

São Tomé e Príncipe validou o Plano Nacional de Investimento em Energia Sustentável (PNIES) e iniciou a construção de novos projectos solares fotovoltaicos, consolidando uma agenda de investimento que visa elevar a capacidade de produção, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e reforçar a estabilidade do sistema eléctrico nacional.

 

A Direcção‑Geral de Recursos Naturais e Energia (DGRNE) promoveu a validação do PNIES num workshop com instituições públicas, privadas e parceiros, sublinhando que o plano mapeia oportunidades de investimento em renováveis e eficiência energética para 2030, 2040 e 2050, com foco em solar, hídrica, modernização de infraestruturas e uso eficiente de energia. O processo integra o projecto de capacitação institucional apoiado pela UNIDO e pelo Fundo Verde para o Clima (GCF), e foi antecedido por sessões de auscultação e um webinar público dirigido a investidores e entidades interessadas no pipeline de projectos sustentáveis do país.

 

O Governo anunciou que mais de 20 MW serão injectados na rede nacional nos próximos dois meses, combinando 6MW de novos geradores adquiridos pela EMAE, 4,5MW dos geradores da ex‑Voz da América e cerca de 10MW associados ao contrato com a Scatec, para estabilizar o fornecimento e abrir caminho à integração de renováveis.

 

Entre os projectos estruturantes, estão as obras da primeira central fotovoltaica de 11MW em Água Casada (Lobata), na sequência de um acordo administrativo de investimento entre o Governo e a RELEASE São Tomé, filial da Scatec. O investimento privado previsto é de 9 milhões de euros, com conclusão estimada para Outubro de 2026 e produção integralmente “verde”, substituindo geração fóssil em base e contribuindo para a redução de custos energéticos.

 

Em paralelo, o Executivo lançou a primeira pedra de um parque fotovoltaico também em Água Casada, financiado pelo Banco Mundial no âmbito do Projecto de Acesso à Energia Limpa e Sustentável (AELS). A infraestrutura ocupará cerca de 25 hectares e prevê a instalação de aproximadamente 30 mil painéis solares, com produção estimada até 30MW para reforçar o sistema nacional e gerar emprego na fase de construção.

 

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